Pequenas peças infantis para encenação de escola

As peças infantis são uma ótima forma de oferecer entretenimento para as crianças. Conheça aqui algumas para aplicar ao ensino.

Uma forma de oferecer entretenimento as crianças que frequentam as escolas, é fazendo-as participar de peças infantis. De uma certa maneira, isso contribui para o seu desenvolvimento e estimula o gosto pela cultura. Uma forma de oferecer entretenimento as crianças que frequentam as escolas é fazendo-as participar de peças infantis. De uma certa maneira, isso contribui para o seu desenvolvimento e estimula o gosto pela cultura. Entretanto, as peças devem ser adequadas à faixa etária da criança, caso contrário, ela terá dificuldades para compreender o contexto que envolve o enredo. Os contos infantis são perfeitos para o público de menor idade, pois estão relacionados diretamente ao seu dia a dia e fantasias. Abaixo, você uma pequena lista com o nome de algumas peças. Criaças no teatro - O casebre; – Eu chovo, tu choves, ele chove; – A ilha do tesouro; – A peruca de Mozart; – A fada que tinha ideias; – O palhacinho triste e a rosa; – Mamãe, quero ser grande! – O menino narigudo; – Os Aristogatas; – Saltimbancos; – O fantástico mistério de feiurinha; – Branca de Neve. Abaixo você confere uma linda peça de Ruth Salles “São Francisco e o Lobo de Gubbio” que está disponibilizada no portal do Instituto Artesocial. Nesse mesmo portal é possível encontrar outras diversas peças para crianças, podendo ser utilizada em escolas em todo o Brasil.

Peça: São Francisco e o Lobo de Gubbio

Lobo PERSONAGENS: São Francisco Dois ou três frades seus irmãos O lobo Coro (que também forma a muralha e o povo a quem o santo prega) Cidadãs e cidadãos Animais: boi, cabra, carneirinho, cão, gato, passarinho Coro que faz o piar das andorinhas Todos estão dentro da cidade, menos o lobo, que pode estar escondido atrás da muralha ou do coro das andorinhas. TODOS (cantam): “Na cidade de Gubbio andava o santo Francisco, na cidade de Gubbio. Ao redor das muralhas vivia um lobo feroz, ao redor das muralhas. E todo o povo, com pavor, o servo pobre e seu senhor, o boi, a cabra, o carneirinho, o cão e o gato e o passarinho pediam socorro a Deus, pediam socorro a Deus.” (O lobo começa a rondar a cidade) TODOS (alarmados): – Que vamos fazer? ANIMAIS: – Esse lobo enorme come os animais! CIDADÃOS (aos animais): – Nem nós, nem vocês devem ir lá fora! Ele nos devora um de cada vez! CIDADÃS (aos cidadãos): – Quanto prejuízo! Nosso gado é morto, nós somos feridos. Chamem o senhor! SENHOR (fugindo do lobo, sorrateiramente, bate na porta da cidade): – Abram, por favor! Peço proteção! TODOS (espantados, depois de deixá-lo entrar): – Chegou o senhor! SENHOR (explicando): – Para o meu castelo eu ia voltando, quando veio a fera e foi me atacando. Contra tal perigo que faremos nós? CIDADÃS (com desespero): – Que faremos nós? Muito já sofremos e pouco podemos. Que vamos fazer com um lobo feroz? SENHOR: – Mas soube que aqui veio se hospedar o mais santo homem de todo o lugar. CIDADÃOS: – É o bom frei Francisco. Ele vem pregar para a multidão, para toda gente desta região. (Todos vão em direção a São Francisco e seus irmãos. Ouve-se o piar das andorinhas. Este trecho do sermão e das andorinhas pode ser tirado.) FRADES: – Com as andorinhas voando e piando, não se ouve nada que ele está pregando. SÃO FRANCISCO (fala às andorinhas): – Minhas irmãzinhas, eu devo pregar para a multidão. Fiquem bem quietinhas e esperem até o fim do sermão. CIDADÃS E CIDADÃOS (vendo que as andorinhas se calaram): – Elas se calaram! Que coisa! Que espanto! Deus abençoou este homem santo! SÃO FRANCISCO (fala à multidão): – Amem-se uns aos outros, queridos irmãos. Perdoem ofensas e uns para os outros estendam a mão. Confiem no Pai e entreguem seus erros ao Seu coração. Nosso Pai celeste lhes dará perdão.   (até aqui vai o trecho do sermão e das andorinhas) SENHOR (aos cidadãos de Gubbio): – A um homem tão bom, peçam de joelhos. Quem sabe nos salva seu santo conselho. (todos se ajoelham) CIDADÃS: – Ó bom frei Francisco, um lobo terrível ataca lá fora! Corremos perigo. Que fazer agora? Só dentro dos muros estamos seguros. CIDADÃOS: – Se saímos fora de nossa muralha, já nos preparamos para uma batalha! SÃO FRANCISCO (aos cidadãos de Gubbio): – Sosseguem agora. Nada de temor! Eu irei lá fora ver esse feroz grande malfeitor. CIDADÃS: – Oh, não, frei Francisco! SÃO FRANCISCO (fazendo o sinal da cruz): – Não se aflijam mais. Entrego-me a Deus. Deus é meu Senhor. (São Francisco vai para onde está o lobo; parte da “muralha” se ajoelha, para que os de dentro assistam a cena) SÃO FRANCISCO (fala ao lobo, que arreganha os dentes): – Irmãozinho lobo, não me faça dano! É em nome de Cristo que o estou chamando. (O lobo fecha a boca e se senta aos pés do santo) Irmãozinho lobo, você tem causado muito mal a todos, devorando homens destas redondezas comendo animais, aves indefesas, que são seus irmãos, que são criaturas do divino Pai. Você é chamado de mau, de inimigo, e isso, na verdade, é bem merecido. Mas sei que é a fome que o faz atacar qualquer criatura em qualquer lugar. (O lobo concorda com a cabeça) E embora o povo aqui o deteste, quero ver se a paz se restabelece, se todos perdoam as suas ofensas. Se você promete não nos atacar, ninguém nesta terra o perseguirá. (O lobo abaixa a cabeça até o chão, concordando) E eu lhe prometo que todos aqui lhe darão sustento para toda a vida, com um bom alimento. (O lobo torna a abaixar a cabeça) Irmãozinho lobo, se você concorda em ser nosso amigo, a cidade toda lhe dará abrigo. (O lobo torna a abaixar a cabeça) Porém eu exijo que sua promessa seja de verdade. Estenda-me a pata para que firmemos o nosso tratado! (O lobo estende a pata na mão de São Francisco) E agora me siga em nome de Cristo! (O lobo o segue) CIDADÃOS: – Oh, céus! Que é isto? O lobo concorda! Vem acompanhando o bom frei Francisco! SENHOR: – Abramos as portas! (abrem-se as portas; alegria geral). ANIMAIS: – Milagre divino! Que seja bendito nosso frei Francisco! CIDADÃS: – Foi graças a Deus que nos socorreu este santo homem! SÃO FRANCISCO: – Agora, irmão lobo, prometa de novo que vai ser amigo de todo este povo. (O lobo lhe estende de novo a pata) CIDADÃS, CIDADÃOS E ANIMAIS: – Ó amigo lobo, nunca deixaremos você passar fome! TODOS (cantam): “A cidade de Gubbio agradeceu a Francisco, a cidade de Gubbio. Como foi combinado, cuidaram todos do lobo, como foi combinado. E todo o povo, com amor, o servo pobre e seu senhor, o boi, a cabra, o carneirinho, o cão e o gato e o passarinho cantaram louvando a Deus, cantaram louvando a Deus!”

                       

Peça teatral infantil

Coração Fedorento

1 voto



Fabio
28/05/09


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